Qualificação profissional além das ETEs: contratar pelo resultado
Programas e provedores de qualificação são avaliados pela conexão com empregadores, pela demanda das ocupações e pela inserção dos concluintes.
resultado Cursos guiados por demanda e emprego dos concluintes.
Primeira entrega: Requisitar contratos e resultados do Qualifica PE e publicar um diagnóstico de demanda, conclusão e inserção dos egressos.
O problema
O eixo Educação já trata da conexão das Escolas Técnicas Estaduais com o mercado.
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Aqui, o foco é outro: a qualificação profissional de curta duração e as contratações feitas pelo Estado fora da formação técnica regular ainda não são orientadas, de forma sistemática e transparente, por demanda de ocupações e emprego dos concluintes.
O que Eduardo propõe
Usar informações de vagas, ocupações e egressos para construir um Mapa Estadual de Demanda por Qualificação.
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Nas ETEs, ele complementa a proposta do eixo Educação; aqui, deve orientar especialmente cursos de curta duração, programas de qualificação e contratações com Sistema S, empresas e provedores credenciados. Contratos e expansões devem publicar conclusão, inserção no mercado em 6 e 12 meses e, quando possível, aderência entre ocupação e formação, com continuidade condicionada a demanda verificável, qualidade e empregabilidade.
O que muda na prática
O recurso para cursos de curta duração passa a seguir qualidade e resultado, não apenas quantidade de certificados.
Como um deputado pode cobrar isso
Requisitar contratos e resultados do Qualifica PE e de outras compras de qualificação; indicar critérios de revisão e avaliação.
R Conclusão e inserção no emprego em 6 e 12 meses nos cursos contratados/ofertados.
Os dados por trás da proposta+
Em 2025, o Qualifica PE anunciou quase 21 mil vagas em uma nova etapa: 9,9 mil em cursos presenciais de qualificação profissional para indústria, comércio e serviços e 11 mil em capacitação empreendedora, distribuídas pelo estado (SEDEPE). O volume mostra que Pernambuco já compra e oferta qualificação fora das ETEs; o ponto é medir conclusão e inserção no trabalho. No Pronatec-MDIC, no Brasil (O’Connell et al., 2017), a estimativa por variável instrumental foi de 8,6 pontos percentuais na probabilidade de emprego formal após o curso, com limites de extrapolação para outros cursos e públicos; não se trata de aumento universal de 8,6%.
O que a evidência mostra+
Attanasio, Kugler & Meghir (American Economic Journal: Applied Economics, 2011) mostram, em ensaio randomizado, que qualificação profissional conectada a empresas e experiência prática elevou resultados no mercado de trabalho. A evidência sustenta orientar cursos pela demanda dos polos produtivos.
Viabilidade e custo+
Reorientar compras de formação existentes; prever acompanhamento dos egressos e apoio de acesso quando necessário. Não renovar cursos apenas porque tiveram alta procura.
Fontes do eixo Geração de Emprego e Renda+
-PE — Relatório de Contas de Governo Estadual, exercício 2023 (cap. 1, mercado de trabalho e finanças). IBGE — PNAD Contínua (desemprego e informalidade, 2023-2025). Alepe/JUCEPE/REDESIM e Governo de Pernambuco — Lei Estadual nº 17.269/2021, Decreto nº 52.005/2021 e atualização de risco pelo Decreto nº 61.082/2026; CBMPE — Declaração de Dispensa de Licenciamento para atividades de Risco I. SEFAZ-PE — Programa Coopera; AGE-PE — microcrédito orientado e Relatório de Sustentabilidade 2024; SEDEPE — Qualifica PE e Bora Empreender; Prefeitura do Recife/Recentro — IRCentro e regras municipais de reabilitação/retrofit. IPEA — Qualificação por demanda e rotatividade: os efeitos do Pronatec/MDIC. Estudos: Banerjee, Duflo, Glennerster & Kinnan (American Economic Journal: Applied Economics, 2015); Brooks, Donovan & Johnson (American Economic Journal: Applied Economics, 2018); Anagol, Ferreira & Rexer (American Economic Journal: Economic Policy, 2026). ACESSO DIRETO A PUBLICAÇÕES E NORMAS Attanasio, Kugler & Meghir (2011). Subsidizing Vocational Training for Disadvantaged Youth in Colombia: Evidence from a Randomized Trial. American Economic Journal: Applied Economics, 3(3), 188–220. DOI: 10.1257/app.3.3.188. Voltar ao eixo
