Segurança hídrica: escolher a solução que entrega mais por real gasto
Cada tecnologia passa a ser comparada pela mesma régua de custo e segurança de abastecimento.
O problema
O abastecimento de água no semiárido pernambucano ainda depende, em muitos municípios, de soluções emergenciais como o carro-pipa — apesar de o programa de manutenção de dessalinizadores (parceria ITEP/Secretaria de Recursos Hídricos, dentro do Programa Água Doce) já cobrir dezenas de municípios, ainda falta alcançar o semiárido como um todo.
O que Eduardo propõe
Comparar dessalinizadores, adutoras, poços e cisternas pela mesma régua: custo total e custo incremental por metro cúbico entregue com confiabilidade, população beneficiada, qualidade da água, risco de interrupção e custos de implantação, energia, operação e manutenção.
Ler completo
As alternativas devem ser ordenadas em uma curva de custo e contribuição para fechar o déficit de oferta; ampliar cada solução apenas onde superar as demais.
O que muda na prática
Isso reduz o risco de escolher uma solução pelo preço inicial e descobrir depois que ela entrega pouca água, depende demais de energia ou é difícil de manter.
Como um deputado pode cobrar isso
Requisitar inventário e funcionamento dos sistemas apoiados pelo Estado; indicar recuperação e expansão conforme comparação de alternativas.
R Custo por m³ entregue com confiabilidade e população beneficiada por solução.
Os dados por trás da proposta+
Em setembro de 2025, a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento anunciou mais de R$ 34 milhões para abastecimento rural, incluindo 93 novos sistemas de dessalinização no Agreste e no Sertão; anúncio não equivale a entrega. Em estudo operacional de sistemas em funcionamento em Cumaru e Riacho das Almas, Silva et al. (MIX Sustentável, 2023) relatam que 85% apresentavam remoção de sais superior a 80%. O resultado mede remoção de sais nos sistemas estudados, não recuperação do volume de água nem superioridade da dessalinização em todo o semiárido. O ano indicado é o da publicação.
O que a evidência mostra+
Alsan & Goldin (Journal of Political Economy, 2019) mostram a importância causal do acesso efetivo a água segura, mas não identificam uma tecnologia superior. Como referência de decisão, o Banco Mundial recomenda comparar alternativas de oferta por custo marginal por metro cúbico, contribuição ao déficit de abastecimento e riscos à segurança da oferta. Isso sustenta a neutralidade tecnológica e a comparação local antes da escala.
Viabilidade e custo+
Incluir ciclo de vida e financiamento da operação. Obras novas somente com solução de manutenção e capacidade local demonstradas.
Fontes do eixo Saneamento+
-PE — Relatório de Contas de Governo Estadual, exercício 2023 (seção 1.3.6, Saneamento). COMPESA — Análise de Atendimento das Metas e Resultados, exercício 2024. Governo de Pernambuco / ARPE — contratos da concessão parcial da COMPESA; Resolução ARPE nº 295/2025 (metas e indicadores operacionais), Resolução nº 347/2026 e atos de transição; COMPESA — informações da transição. Ministério da Integração/MDR; Agência Brasil — Adutora do Agreste (2026). SRHS-PE — Mais Água para o Campo (2025: mais de R$ 34 milhões em abastecimento rural e 93 novos dessalinizadores); MIX Sustentável (UFSC) — recuperação de dessalinizadores em Cumaru e Riacho das Almas (Agreste-PE); Banco Mundial/IBNET — indicadores de desempenho de prestadores de água e saneamento; Banco Mundial — framework de comparação de alternativas de abastecimento e dessalinização por custo marginal e segurança de oferta. TCE-PE — Auditoria Especial na Folha de Pagamento da COMPESA (créditos indevidos de 2021-2022; julgamento de 2023). ACESSO DIRETO A PUBLICAÇÕES E NORMAS ARPE. Resolução nº 347, de 12/08/2026, publicada no DOE de 15/08/2026, p. 10: aplicação das normas de água e esgoto às concessionárias. ARPE. Resoluções nº 295/2025 e nº 301/2025: metas progressivas, indicadores operacionais e alterações. Repositório oficial de resoluções. Voltar ao eixo
