TeleUTI: testar onde falta suporte intensivista
Hospitais com menor acesso a intensivistas podem receber apoio remoto onde houver necessidade demonstrada.
O problema
Pernambuco já documentou uso de teleconsultoria pediátrica para UTIs em hospitais do estado.
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A pergunta, portanto, não é se TeleUTI deve ser criada, mas onde o modelo atual melhora cuidado, quais unidades ainda têm lacuna de suporte intensivista e se a expansão justifica o custo.
O que Eduardo propõe
Avaliar a experiência de TeleUTI/teleconsultoria intensiva já existente, com mortalidade ajustada por risco, permanência, eventos adversos, transferências, adesão a protocolos e custo.
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Em paralelo, mapear UTIs estaduais sem apoio regular de intensivista e testar expansão apenas onde houver lacuna demonstrada, com responsabilidade clínica definida.
O que muda na prática
Mortalidade ajustada por risco, permanência, segurança e custo orientam a decisão de manter, corrigir ou ampliar o modelo.
Como um deputado pode cobrar isso
Requisitar cobertura, protocolos, custos e resultados das experiências existentes; indicar correção ou expansão focalizada.
R Mortalidade ajustada por risco e permanência em UTI versus comparação; segurança e custo como salvaguardas.
Os dados por trás da proposta+
Publicação organizada pela Diretoria Geral de Telessaúde da SES-PE relata, entre 2023 e 2024, consultoria pediátrica para UTIs em cinco hospitais pernambucanos. A mesma literatura recomenda cautela: meta-análises observacionais associam alguns modelos de TeleUTI a melhores resultados, enquanto o ensaio randomizado brasileiro TELESCOPE não reduziu significativamente o tempo de permanência. É preciso medir o desenho já existente antes de ampliar.
O que a evidência mostra+
Kalvelage et al. (Critical Care Medicine, 2021) encontram resultados favoráveis em modelos com autoridade clínica remota, em síntese de estudos com limitações de desenho. O ensaio brasileiro TELESCOPE, de Pereira et al. (JAMA, 2024), não reduziu significativamente o tempo de permanência. As evidências orientam expansão focalizada e avaliação local, não adoção automática.
Viabilidade e custo+
Custo de especialistas, equipe local, equipamento e suporte. Comparar custo total, não apenas mensalidade da plataforma.
Fontes do eixo Saúde+
-PE — Programa Cuida PE; 3º RDQA 2024; página de Transparência com Lista de Espera para Consultas e Exames; Carta de Serviços; painéis da Rede Regulada e experiências de regulação de cirurgias eletivas. Cochrane (Gurol-Urganci et al., 2013) e BMJ Open (2016) — lembretes digitais, comparecimento, cancelamento/reagendamento e redução de faltas em consultas. Health Foundation / GIRFT — avaliação dos hubs cirúrgicos do NHS (Reino Unido, 2024). Agência Minas Gerais — Programa de Teleconsultoria Clínica (2024-2025). Fiocruz/Arca — Central de Regulação Hospitalar do SUS-PE (2009). SES-PE / ARPE — contratos de gestão de OSS, pesquisas de satisfação, Índice Global de Qualidade e Resolução ARPE nº 188/2021; Decreto Estadual nº 48.659/2020. TCE-PE — Relatório de Contas de Governo Estadual, exercício 2023 (cap. Terceiro Setor). NHS England — Validation toolkit and guidance; gestão e validação de filas eletivas. Jantsch et al. — formação em Medicina de Família e Comunidade, encaminhamentos e continuidade (BMJ Open, 2022); Ciência & Saúde Coletiva (2021). Ministério da Saúde — PCDT Retinopatia Diabética; UFPE — Núcleo de Prevenção à Cegueira do Araripe (retinógrafo digital e teleoftalmologia); Kawaguchi et al. — teleoftalmologia para rastreamento (Telemedicine and e-Health, 2018). Diretoria Geral de Telessaúde/SES-PE — Experiências em Telessaúde SES-PE (teleconsultoria pediátrica para UTIs); Pereira et al. — TELESCOPE, RCT brasileiro de TeleUTI (JAMA, 2024); Kalvelage et al. — meta-análise de TeleUTI (Critical Care Medicine, 2021). SES-PE — Saúde Prisional e experiência de teleconsulta no sistema prisional; PLOS One (2021) — revisão sistemática de telehealth em prisões. SES-PE — GT-TEA, Fórum Intersetorial, três novos CER IV e 12 vans adaptadas (Vigilância em Saúde e Atenção Básica, 2025); Lei Estadual nº 19.223/2026; Pediatrics (2025) — revisão de navegação familiar no autismo; Piller et al. (American Journal of Occupational Therapy, 2026) — revisão de Integração Sensorial de Ayres. ACESSO DIRETO A PUBLICAÇÕES E NORMAS Gurol-Urganci et al. (2013). Lembretes por celular para comparecimento a consultas. Cochrane, CD007458. DOI: 10.1002/14651858.CD007458.pub3. Coube, Fontes & Rocha (2026). Public Services Under Private Management. Quarterly Journal of Economics, 141(3), 2597–2673. DOI: 10.1093/qje/qjag028. Piller et al. (2026). Revisão de intervenções com Integração Sensorial de Ayres. American Journal of Occupational Therapy, 80(1), 8001185030. DOI: 10.5014/ajot.2025.051130. Voltar ao eixo
