Separar o eletivo da urgência
Cirurgias programadas deixam de disputar a mesma capacidade com emergências sempre que houver alternativa dedicada e custo-efetiva.
O problema
Cirurgias eletivas competem por vaga com atendimentos de urgência na mesma estrutura hospitalar, gerando filas mais longas para procedimentos de baixa complexidade.
O que Eduardo propõe
Separar, sempre que for custo-efetivo, o fluxo de cirurgias eletivas da emergência. Antes de construir nova estrutura, usar a capacidade disponível ou expansível de hospitais próprios, OSS e prestadores credenciados, com contratação competitiva por resultado.
O que muda na prática
Isso tende a reduzir cancelamentos de última hora e permite usar melhor hospitais e prestadores já existentes antes de construir nova estrutura.
Como um deputado pode cobrar isso
Requisitar motivos de cancelamento e capacidade disponível; indicar reorganização ou contratação onde houver gargalo comprovado.
G/R Cancelamentos e produtividade de cirurgias eletivas em fluxo dedicado.
Os dados por trás da proposta+
O Cuida PE contabilizou 94.033 cirurgias eletivas em 2024 e 171.692 no acumulado de 2023-2024 (SES-PE, 3º RDQA 2024), mostrando a escala da produção eletiva no estado. A pergunta é onde vale proteger capacidade própria para procedimentos programados. Em avaliação quase-experimental na Inglaterra, hubs cirúrgicos dedicados a procedimentos eletivos de baixo risco realizaram 21,9% mais cirurgias no primeiro ano (Co et al., Nature Communications, 2025; análise divulgada pela Health Foundation em 2024).
O que a evidência mostra+
Co, Marks, Tracey, Conti & Clarke (Nature Communications, 2025) avaliaram hubs cirúrgicos ingleses por controle sintético generalizado e encontraram maior produção de cirurgias eletivas de alto volume e baixa complexidade. A análise sustenta capacidade protegida para o eletivo onde houver viabilidade; não garante o mesmo efeito em Pernambuco. Como evidência do mecanismo, Bhalotra, Nunes & Rocha (Journal of Public Economics, 2026) estudam reorganização da urgência no Brasil, não esses hubs.
Viabilidade e custo+
Comparar uso de capacidade existente, expansão de turnos e novas instalações pelo custo total, incluindo equipe e manutenção. Contrato precisa de fonte e prazo.
Fontes do eixo Saúde+
-PE — Programa Cuida PE; 3º RDQA 2024; página de Transparência com Lista de Espera para Consultas e Exames; Carta de Serviços; painéis da Rede Regulada e experiências de regulação de cirurgias eletivas. Cochrane (Gurol-Urganci et al., 2013) e BMJ Open (2016) — lembretes digitais, comparecimento, cancelamento/reagendamento e redução de faltas em consultas. Health Foundation / GIRFT — avaliação dos hubs cirúrgicos do NHS (Reino Unido, 2024). Agência Minas Gerais — Programa de Teleconsultoria Clínica (2024-2025). Fiocruz/Arca — Central de Regulação Hospitalar do SUS-PE (2009). SES-PE / ARPE — contratos de gestão de OSS, pesquisas de satisfação, Índice Global de Qualidade e Resolução ARPE nº 188/2021; Decreto Estadual nº 48.659/2020. TCE-PE — Relatório de Contas de Governo Estadual, exercício 2023 (cap. Terceiro Setor). NHS England — Validation toolkit and guidance; gestão e validação de filas eletivas. Jantsch et al. — formação em Medicina de Família e Comunidade, encaminhamentos e continuidade (BMJ Open, 2022); Ciência & Saúde Coletiva (2021). Ministério da Saúde — PCDT Retinopatia Diabética; UFPE — Núcleo de Prevenção à Cegueira do Araripe (retinógrafo digital e teleoftalmologia); Kawaguchi et al. — teleoftalmologia para rastreamento (Telemedicine and e-Health, 2018). Diretoria Geral de Telessaúde/SES-PE — Experiências em Telessaúde SES-PE (teleconsultoria pediátrica para UTIs); Pereira et al. — TELESCOPE, RCT brasileiro de TeleUTI (JAMA, 2024); Kalvelage et al. — meta-análise de TeleUTI (Critical Care Medicine, 2021). SES-PE — Saúde Prisional e experiência de teleconsulta no sistema prisional; PLOS One (2021) — revisão sistemática de telehealth em prisões. SES-PE — GT-TEA, Fórum Intersetorial, três novos CER IV e 12 vans adaptadas (Vigilância em Saúde e Atenção Básica, 2025); Lei Estadual nº 19.223/2026; Pediatrics (2025) — revisão de navegação familiar no autismo; Piller et al. (American Journal of Occupational Therapy, 2026) — revisão de Integração Sensorial de Ayres. ACESSO DIRETO A PUBLICAÇÕES E NORMAS Gurol-Urganci et al. (2013). Lembretes por celular para comparecimento a consultas. Cochrane, CD007458. DOI: 10.1002/14651858.CD007458.pub3. Coube, Fontes & Rocha (2026). Public Services Under Private Management. Quarterly Journal of Economics, 141(3), 2597–2673. DOI: 10.1093/qje/qjag028. Piller et al. (2026). Revisão de intervenções com Integração Sensorial de Ayres. American Journal of Occupational Therapy, 80(1), 8001185030. DOI: 10.5014/ajot.2025.051130. Voltar ao eixo
